Escritório Virtual Grupo JoBicia

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Em 2013, Brasil vira "potencia" das redes sociais...


Agência Estado

O garoto segura a placa com os braços erguidos. "Saímos do Facebook" é a mensagem. Tirada durante os protestos de junho, foi uma das imagens mais compartilhadas daqueles dias, uma síntese do momento em que a geração digital, tão criticada por sua apatia caseira, se materializou em uma volumosa massa manifestante no asfalto.
Entre as leituras que podem ser extraídas da imagem, uma é especialmente simbólica. Diz respeito a como este endereço de internet chamado "Facebook" define a vida de cada vez mais brasileiros, que dividem seu tempo entre momentos dentro e fora da rede social.
Como acontece em boa parte dos países do mundo, o Facebook é disparado o mais acessado da categoria: segundo dados de outubro, tem 73,5% da audiência das redes sociais, totalizando 76 milhões de usuários no Brasil.
Uma pesquisa Ibope/YouPix de julho mostrou que 92% dos jovens do País que acessam a internet usaram redes sociais. Mesmo quando se leva em conta o total de pessoas que navegam na rede, de todas as idades, são 78% acessando algum tipo de rede social.
"Estamos falando de um meio que não só apresenta uma audiência massiva, como também com alta dedicação em horas do consumidor médio", diz Gabriel Borges, sócio da agência de comunicação Ampfy, que, ao lado da consultoria de pesquisa The Listening Agency, preparou um estudo de mais de 80 páginas chamado Brasil com S de Social.
Divulgado com exclusividade para o jornal O Estado de S. Paulo, o trabalho é uma radiografia detalhada dos vários aspectos do fenômeno no Brasil. Para os autores, "o brasileiro viciado em mídia social" já virou um novo símbolo nacional, "identificado com as transformações recentes no país".
"O brasileiro tem um número de amigos muito mais alto que a média global, o nível de engajamento também na plataforma é muito alto", acrescenta Leonardo Tristão, diretor-geral do Facebook no Brasil. "A média de tempo que o brasileiro gasta se engajando é mais alta que a média global."
É esse tempo gasto na rede que garantiu ao Brasil (12 horas por mês, segundo o Facebook) a segunda colocação no ranking de países do Facebook, ultrapassando a Índia, que tem um número total de usuários maior. O Brasil é também segundo colocado em usuários, atrás apenas dos Estados Unidos, do Twitter e do Facebook.
É esse tempo gasto na rede que garantiu ao Brasil (12 horas por mês, segundo a empresa) a segunda colocação no ranking de países do Facebook, ultrapassando a Índia, que tem um número total de usuários maior. O Brasil é também segundo colocado em usuários, atrás apenas dos Estados Unidos, do Twitter e do YouTube.
Capital das redes
O gosto do brasileiro pelas redes sociais já vem sendo analisado há muitos anos, ainda no tempo em que fizemos uma rede social considerada menor em outros países, o Orkut, virar campeã de audiência. Mas o tema ressurge todo ano, cada vez amparado por números mais fortes. EM 2013, o fenômeno foi destaque em duas publicações estrangeiras importantes: o jornal Wall Street Journal, que chamou o País de "capital das mídias sociais do universo", e a revista Forbes, que definiu o Brasil como "futuro das mídias sociais".
O estudo Brasil com S de Social busca entender o porquê dessa popularidade através de uma análise do comportamento típico nacional. "Não existe comportamento exclusivamente online. Tudo que fazemos no digital reflete como somos na vida real", pondera Borges, da Ampfy. O estudo destaca seis características que definiriam o jeito brasileiro de ser, todas refletidas em nosso uso da rede: somos sociais e sociáveis; adoramos uma novidade; damos muito valor a símbolos de status;prezamos informalidade e descontração; e gostamos de observar a vida alheia.
"Queremos sempre colocar nossa imagem para o outro, além da parte física, do culto ao corpo, gostamos de mostrar que estamos bem, de ostentar uma posição", diz Rafael Venturelli, coordenador de mídias sociais da Agência Remix.
Sociedade
O comportamento é apenas uma parte dessa história. A explosão social online guarda está intimamente relacionada com as melhorias socioeconômicas que o País viveu nos últimos dez anos. Falando diretamente das áreas de tecnologia e internet, entre tantos números possíveis, vale citar alguns mais importantes.
Em setembro, mais de 80 milhões de brasileiros acessavam a web. Desde 2010, o acesso a internet por smartphones e tablets cresceu 43%. E 25% dos usuários de internet usam o smartphone como seu principal ponto de acesso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Descoberto vírus que força Android a fazer ligações sozinho.


Por Redação Olhar Digital - em 11/12/2013 às 09h40




    A empresa de segurança Lookout descobriu um vírus para Android que é capaz de fazer ligações sem que o usuário perceba. É o MouaBad.p, descrito como evolução do Mouabad - que consegue controlar o envio de SMS.
    O malware é inteligente a ponto de esperar momentos de inatividade para fazer as ligações; ele ainda identifica quando o usuário retoma o aparelho e interrompe a chamada para não ser descoberto.
    A intenção é contatar números premium, gerando receita a quem controla o programa malicioso. É a primeira vez que a empresa de segurança descobre um vírus com esse tipo de habilidade.
    Mas há algumas falhas no sistema. Ele não consegue modificar os logs de chamadas, então o usuário pode descobrir a infecção conferindo o histórico. Além disso, ele só funciona em aparelhos com Android 3.1 ou inferior e só opera em algumas regiões da China - não se espera que o golpe seja expandido, uma vez que os números para ligações teriam de variar conforme a região.

    domingo, 27 de outubro de 2013

    PayPal começa a testar pagamentos em lojas físicas brasileiras via app móvel.

    O PayPal começou a testar nesta semana seu serviço móvel de pagamentos no Brasil. A proposta é aquela que já é relativamente bem conhecida, mas que ainda dá seus primeiros passos no país: disponibilizar ao consumidor a opção de pagar compras em estabelecimentos físicos a partir do seu smartphone ou tablet.
    Disponível por meio de seus aplicativos para Android e iOS, o serviço foi apresentado nesta quinta-feira por David Marcus, ninguém menos que o presidente global da companhia. O executivo ressaltou que a ferramenta já é utilizada em diversos estabelecimentos de países como Estados Unidos, Japão e Austrália, mas que estreia na América Latina somente agora, com o Brasil.
    No PayPal “tradicional”, o usuário pode fazer compras na internet sem informar os dados do seu cartão de crédito à loja online, uma vez que esta informação fica restrita à sua conta no serviço, que faz a intermediação de toda a operação.
    O app móvel, de certa forma, estende esta possibilidade aos estabelecimentos físicos: a pessoa faz check-in na loja, escolhe os produtos ou serviços de seu interesse e, logo em seguida, confirma o pagamento, tudo a partir do celular. Dá até para incluir a gorjeta.
    PayPal Check-In
    Além de receber um email detalhando cada transação, o usuário pode utilizar o próprio aplicativo para consultar o histórico de pagamentos. Futuramente, a empresa pretende liberar uma funcionalidade que permite ao consumidor encontrar lojas compatíveis com o serviço que estejam próximas de sua localização.
    Por ora, o serviço só funciona na loja da Suplicy Cafés, no bairro Jardins da capital paulista. Ali, depois que o usuário faz check-in, o caixa emite o valor da conta por meio de um iPad. Em seguida, basta ao consumidor confirmar o pagamento em seu dispositivo móvel. O valor será, por fim, debitado no cartão cadastrado no PayPal.
    Não se sabe quando (e se) o serviço será liberado para outros estabelecimentos. Para tanto, o PayPal, a exemplo de outras empresas que estão investindo neste segmento, precisa analisar não só os aspectos técnicos (comunicação móvel, segurança, etc.) como também a desconfiança e a “falta de cultura” do brasileiro quanto a esta modalidade.
    O desafio é dos grandes. Atualmente, a maioria dos consumidores do país utiliza dispositivos móveis apenas para saldos e extratos, no que diz respeito a serviços financeiros. Enquanto as vantagens dos pagamentos via celular não ficarem evidentes, o cartão de crédito continuará tendo presença garantida nas carteiras.